EM PRECE AO RELENTO

Neste relento me prostro e me entrego completamente a um deus ninguém que está no vento, no ar, e que invade a gente; mergulho tão profundo, submundo proeminente.

Libertei-me! Feito louco desimpedido, na magnitude do nada, aqui perdido... ao da terra sentir o pó me tocar às rajadas o rosto, já não sou se já fui só. Ando, ando sem rumo.

E as passadas, embriagadas, aturdidas, guiam-me à lua, soturna lua, que me espera apreender a pequenez e, de passo em vez, faço canção, abro mão de pensar em mim.

Só não fui, só não serei, só nada sei, sou só, de nada rei, apenas andei, comecei e não terminei alguns nós. E aqui já faço laço, me embaraço e contorço com o dorso do céu infindo.

Infindo céu, completo nada, pontilhado a pincel com a luz carregada da divindade pueril. Louvo ser pequeno!

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