ME TIRES DO NADA!

Já vi mesmo o sentido se esfacelar e a crueza da realidade me consumir em instantes.

Já tive momentos em que as coisas ao meu redor se distanciaram e senti a dor profunda de um eu si mesmo que não existe.

Já houve momentos de profunda angústia, desesperança, desespero...

O que seria de mim, nesta imensidão de espaço-tempo, vácuo e partícula, que minhas lentes letradas filtram incessantemente para facilitar-me a vida?

Só me senti pequeno, indefeso e perdido!

Já não acreditei!

E o único sentido, a única mão que me resgatou do abismo foi  esperança - a esperança reconfortante de poder olhar em teus olhos, saber da vida, fino traço, que poderemos tecer.

Pode até ser curto, insignificante, esse caminhar, angustiante a realidade de perda, mas ter te conhecido valeu, valeu mesmo até mais que a imensidão do nada.

Meu apego, minha trilha em teus braços...

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