À CAÇA

Queres poesia?

E o que pensas ser ela?
um amontoado de “palavras bonitas”?
um “falar-de-amor” meloso?
um dizer o já-dito com enfeite?
um blábláblá bem ritmado?

Sei lá que diabos seja!

O que esperas dela?
Sentir o risco de vida-e-morte
que escorre no fio de corte.
riscando o cotidiano frio de delineares,
devaneios e certezas mal traçadas
- ou pelo menos tentar -
então se junte comigo na caçada
porque ela escorre sorrateira e rapidamente
por tudo em que eu menos esperava.

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