BAGAGEM DE MÃO

O que trago na bagagem
é saber bem esperar
quando chega o tempo certo
o que tem de dar dará
seja alegria ou tristeza
a aspereza ou maciez
de dias que correm soltos
sempre em torno do “talvez”
nem que os tente, eu, prender
nada tenho a amarrar
de que serve a mim querer
tudo em tudo controlar
se nem mesmo a própria sorte
se aluga a ninguém
de graça que vem as graças
não se mede em vintém
tudo o que tu tens agora
nem se perca em enganar
será tirado aos poucos
ai de ti se renegar
minha mala só tem lembranças
porque as esperanças
carrego-as na mão

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