PÓS-ANO POESIA

Começar o ano em verso, pela primeira vez com a poesia um tanto a mais sobre as mãos, é honroso ao vivente a quem foi dado o dom da linguagem e se nela vê como em caleidoscópio. E lhes presenteio, repassando o que me veio, logo após este prenúncio:

Que nada te abales
Ouça
De vã angústia
E de fome pouca
De mudança
Este é o desejo
Incompleto
Que te dou

A outra metade dele
É esta:

Que te abales
Ante a aspereza
Das injustiças
Que te abales
Ante a inércia
Que te prende ao
Chão
Do comodismo
E da ilusão
De seres da altura
Dessa terra bruta
De homens sãos.

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