MANHÃ INFELIZ

São três ou quatro horas da amanhã
De um dia que não quis nascer feliz.

O relógio morre na parede...

É o destino de um mal aprendiz,
Que fala com remorso dos seus medos,
Ignorando, então, os arremedos
De coragem, que pra si arquitetou.
Mas se volta à janela, o horizonte,
Vê, pungente, o sol à sua fronte...

Segue chorando, ao se lamentar...

Porque a tristeza é um eclipse,
A ignorância, uma venda,
As lágrimas, um oceano,
E o que foge do seu plano:
Isso, sim, só cabe no silêncio.

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